terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

AMIGOS ORAM JUNTOS!

 

 O que é ‘Amigos Oram Juntos”?

“Ainda vos digo mais: Se dois de vós na Terra concordarem acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus.
Pois onde se acham dois ou três reunidos em meu nome, ai estou eu no meio deles”
Jesus, segundo S. Mateus (18: 19 e 20)

Toda QUARTA-FEIRA às 23h30, os Jovens Espíritas do estado de São Paulo reúnem-se em uma corrente de vibração, de amor e amizade, verdadeiramente edificados no templo do coração.
Esse movimento tem por finalidade estudar o Evangelho de Jesus e compreender os ensinamentos cristãos, cuja prática nos conduz ao aprimoramento moral além é claro de tornar o Evangelho conhecido, compreendido, sentido e exemplificado em todo o movimento de juventude espírita.
Essa campanha é de iniciativa do Departamento de Mocidade da USE, e foi idealizada como uma extenção da campanha O EVANGELHO NO LAR E NO CORAÇÃO.
Amplie o bem que existe em você.  Participe, faça e ensine a fazer!

(http://amigosoramjuntos.wordpress.com/2009/05/24/o-que-e-amigos-oram-juntos/)

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

MEDIUNIDADE

Bom dia amigos


Hoje me deparei com precioso texto sobre o tema que será estudado por todos nós, jovens, na COMENESP desse ano.
Quero dividir com vocês... para conseguirmos desenvolver qualquer trabalho bem, antes é preciso que nos preparemos para ele, ou então ele nunca será o melhor que podemos doar de nós mesmos! Mesmo que sejamos o varredor da Casa Espírita, é necessário que tenhamos uma boa vassoura e também que saibamos varrer!


Boa segunda-feira a todos.


DIÁRIO DE UM MÉDIUM


Quando, por solicitação de amigos, penetramos o quarto de Alfredo Lúcio, para acudi-lo no processo de desencarnação, o diário que o tempo amarelecera estava aberto e podíamos ler, em trechos curtos, a história de sua experiência.
22 de Outubro – Nesta noite inesquecível de 22 de Outubro de 1928, faço minha profissão de fé. Acompanhei reunião íntima no “Centro Espírita Vicente de Paulo”, na rua Tavares Guerra, 74, aqui no Rio, e pude ouvir a palavra de minha mãe que eu supunha morta. Ela mesma. Falava-me pelo médium, como se estivéssemos em nossa casa do Méier. Chorei muito. Estou transformado. Sou agora espírita. Peço a Deus me abençoe os votos solenes de trabalhar pela grande causa.
23 de Outubro – Tentei a mediunidade escrevente e consegui. Maravilhoso! A idéia me escorria da cabeça com a mesma rapidez com que a frase escrita me saía da mão. Recebi confortadora mensagem assinada por D. Amélia Hartley Antunes Maciel, a Baronesa de Três Serros, que foi companheira de infância de minha mãe. Aconselhou-me a aperfeiçoar a mediunidade, a fim de cooperar na evangelização do povo. Sim, sim, obedecerei...
24 de Outubro – Procurei o confrade Rr. Augusto Ramos, da Diretoria do "Vicente de Paulo”, na Ponta do Caju, e falei-lhe de meus planos. Encorajou-me. Foi para mim valioso entendimento espiritual. Quero servir, servir.
25 de Outubro – Congreguei vários irmãos no “Centro”, em animada conversação sobre os desastres morais. A imprensa está repleta de casos tristes. Suicídios, homicídios. Comentamos o imperativo da mediunidade apostólica. É muito sofrimento nascido da ignorância! Deus de Bondade Infinita, darei minha vida pelo esclarecimento dos meus irmãos em Humanidade!...
26 de Outubro – Avistei-me hoje com o Rr. Leopoldo, Cirne e sua estimada esposa, na residência deles próprios. Foram amigos de D. Amélia. Oramos. A baronesa comunicou-se, exortando-me ao cumprimento do dever. Convidou-me a estudos sérios. O Sr. Cirze falou-me, bondoso, quanto à necessidade do discernimento.
27 de Outubro – Continuo a trabalhar ativamente na psicografia...
10 de Novembro – O presidente de nossa casa espírita ponderou comigo que é importante não acelerar o desenvolvimento mediúnico. Entretanto, não concordei. A ignorância e a dor esperam por mensagens do Alto. Nas últimas seis noites, recebi páginas e página" do Espírito que se deu a conhecer como sendo Filon, de Atenas, desencarnado na Grécia antiga. Disse-me que tenho grande missão a cumprir...
2 de Dezembro – É tanta gente a falar-me sobre estudo, que deixei de freqüentar o “Centro”... Preciso trabalhar, trabalhar. Filon está escrevendo quatro horas diariamente, por meu intermédio. Está preparando dois livros, através de minhas faculdades. Sim, ele tem razão. O mundo espera, ansioso, a evidência do Plano Espiritual!
1 de Janeiro – Entrei no Ano Novo psicografando...
29 de Janeiro – Apresentei ao Sr. Leopoldo Cirne os frutos de meu trabalho. Dois livros assinados pelo Espírito de Filon. Um romance e um manual de meditações evangélicas. O Sr. Cirne pediu-me procurá-lo na semana próxima.
5 de Fevereiro – Grande decepção! O Sr. Leopoldo Cirne falou-me francamente. Admite que eu esteja ludibriado. Reconhece as minhas qualidades mediúnicas, mas pede que eu estude, afirmando que os livros de Filon são fracos. Acha que é cedo para eu pensar em publicação de livros, que devo amadurecer em conhecimento e experiência para colaborar seriamente com os bons Espíritos. Despedi-me, desapontado...
6 de Fevereiro – Procurei o Dr. Guillon Ribeiro, da Federação Espírita Brasileira, que me recebeu, cortês, em sua própria casa. Entreguei-lhe os meus originais mediúnicos, rogando opinião.
20 de Fevereiro – Voltei ao Dr. Guillon Ribeiro. Devolveu-me as mensagens, referindo-se, paternal, ao perigo das mistificações e à necessidade de critério, na apresentação de qualquer assunto espírita. Declarou que tenho promissora mediunidade, embora ainda muito verde, e asseverou que devo preparar-me à frente do futuro. Um rapaz, que se achava junto dele, falou em obsessão. Informou que um médium pode ser atacado, sem perceber, pela influência de Espíritos inferiores, assim como planta suscetível de ser assaltada por pragas silenciosas. Compreendi claramente que o moço me considerava obsidiado. Uma ofensa! Saí revoltado. Começo a desiludir-me...
4 de Abril – Estou desolado. Ouvi hoje o Dr. Ignácio Bittencourt, pela quarta vez numa semana. Já tenho quatro novos livros do Espírito de Filon, mas o Sr. Bittencourt, que os leu, está do “contra”. Recomendou-me estudo. Deu-me conselhos. Parece que o homenzinho quer entrar em minha vida. Falou-me em reforma íntima, como se eu fosse um criminoso em regeneração...
6 de Abril – Conversei com D. Retília, médium experiente, em casa de D. Francisca de Souza, depois de reunião familiar. Parece que ela me viu na conta de uma pessoa irresponsável, pois ofereceu-me longa lista de instruções, explicando que preciso reajustar-me. E falou também na necessidade do estudo...
8 de Abril – Não agüento. Qualquer espírita que me encontra, ao invés de ajudar-me, só me fala em estudo e discernimento, em discernimento e estudo... Serei alguma criança? Arre com tanta ponderação!... Se mediunidade é serviço em que devamos atender as exigências de todo mundo, não nasci para ser cachorro de ninguém! Todos os espíritas se julgam com direito de me advertir e reprovar!... Sou um homem sensível... Não posso mais!... 
Via-se que o livro de notas fora abandonado por muitos anos. Entretanto, logo em seguida aos apontamentos mencionados, estava escrito em tinta fresca :
6 de Setembro de 1959 – Ó amado Jesus, quero abraçar agora a luz da mediunidade de que desertei, há mais de trinta anos! Quero cumprir a minha tarefa, Senhor! Perdoa-me o tempo perdido. Dá-me algum, tempo mais!... Preciso de mais tempo, Mestre! Socorre-me! Levanta-me as forças! Prometo servir à verdade durante o resto de minha vida!... 
Mas o veículo orgânico de Alfredo Lúcio não conseguira esperar pela concessão, pois finda a nossa rápida leitura, mal tivemos tempo para ajudá-lo a sair do corpo, cujos olhos congestos se fecharam pesadamente para o sono da morte.
Fonte: Extraído do livro Contos desta e doutra vida - Francisco C. Xavier / Esp Irmão X

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Entrevista com Divaldo P. Franco

Bom dia amigos


A revista espírita Reformador deste mês nos oferece páginas de grande valia para a nossa jornada evolutiva aqui na Terra.
Uma das partes que muito me interessou, foi uma entrevista que um dos grandes médiuns de nosso país forneceu à revista, e em especial, um pergunta que quero muito compartilhar com todos vocês.
Aproveitem!

Reformador: Estamos próximos do Sesquicentenário de O Evangelho segundo o Espiritismo. O que representa este livro para o momento em que estamos vivendo?

Divaldo: É a obra que coroa a Codificação. O Livro dos Espíritos é a filosofia que responde a todos as questões afligentes que a criatura humana traz no seu bojo, desde os primórdios. O Livro dos Médiuns oferece-nos o campo investigativo da ciência para comprovar a sobrevivência e a comunicabilidade dos Espíritos. O Evangelho é Jesus de volta. É a parte dúlcida do Espiritismo, em que o Mestre retorna com toda a sua exuberância, na condição de Paracleto, de Consolador, de Iluminador de consciências.

Não que os outros livros, O Céu e o Inferno e A Gênese não tenham, também, extraordinários valores. Mas o Evangelho é o apoio moral. É a estrutura básica. É o retorno dos dias encantadores em que Jesus esteve conosco. Muitas vezes, reflexionando, começo a pensar como seriam aqueles dias, fazendo paralelo com os nossos dias. Ante a dureza dos tempos modernos, eu me pergunto:
– Meu Deus! Onde estão aqueles pobres, a que O Evangelho segundo o Espiritismo se refere?
Onde estão as ações caridosas daquela dama, tão bem relatadas, que saía pelos bairros pobres de Paris distribuindo recursos aos mais infelizes, e que levava a filha? Os pobres de hoje são tão revoltados, anatematizados por várias aflições! E os generosos estão estressados. Dizem-se cansados, aturdidos. O Evangelho é a água lustral para nos propiciar a verdadeira harmonia interior.

Para mim tem sido o guia de todos os momentos. Leio-o todos os dias. Em cada instante procuro reflexionar e repito aquilo que um grupo de americanos realizou nos anos trinta, do qual nasceu o livro Em seus passos, que faria Jesus?

Toda vez, quando sou defrontado por um desafio, e tenho dificuldade de discernir para acertar no menos prejudicial, eu me pergunto:
– O que Jesus faria nesta situação?
Abro, então, o Evangelho por acaso, esse acaso telementalizado, e a resposta, às vezes, é tão severa que eu tremo, parecendo que é o próprio Mestre quem me responde.
Como tivemos um grande encantamento pelo Sesquicentenário de O Livro dos Espíritos, como celebramos com menos brilhantismo o de O Livro dos Médiuns, porque um grande número de espiritistas e de médiuns nunca o estudaram, nem o leram em profundidade, que, pelo menos, no Sesquicentenário de O Evangelho segundo o Espiritismo, possamos fazer que ele chegue ao maior número possível de criaturas humanas, que cada um de nós seja-lhe multiplicador das mensagens libertadoras. Que as nossas Federativas possam imprimir muitos exemplares através da FEB ou por conta própria, para o divulgarmos ao máximo, porque o mundo chora, o mundo sofre e tem necessidade de conforto moral. As dores são crescentes. O desespero toma conta da sociedade em todos os segmentos. E o Evangelho é o lenço que enxuga as lágrimas, que retira o suor, mas é, também, a estrela polar, que está à frente apontando os rumos para que sigamos na direção de Jesus, que é a Estrela de Primeira Grandeza, existente com todo o fulgor.